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A idealização da vida perfeita rouba a alegria da vida…

Nayara Mota

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A idealização da vida perfeita rouba a alegria da vida.

Eu nunca imaginei que veria o meu pai partir tão cedo… eu tinha 24 anos na época, tava na engenharia, começando o meu mestrado na USP. Eu pensava que o meu futuro já estava pronto…

A gente se esquece que a vida tem prazo pra acabar. Não nos damos conta da finitude dela. E percebi que perdemos tempo demais se importando com coisas tão… pequenas: o que vão achar, o que vão falar, será que vão me olhar, será que vou agradar?

Buscamos atender as expectativas dos outros em busca da aceitação, da confirmação de que “acertamos”, pela vontade de pertencer a algo ou a alguém. Essas expectativas, muitas vezes mal dimensionadas com o que a gente verdadeiramente quer, são injustas e nos afastam das alegrias que poderíamos encontrar no dia-dia se prestássemos mais atenção nas coisas incríveis e únicas que acontecem ao nosso redo… o tempo todo.

Eu não fiz engenharia pq eu gostava de matemática, eu fiz pq eu achava q era o q o meu pai queria que eu fizesse. Me dei conta que sempre tentei agradar ele e acabei esquecendo do que me agradava.

Mas olha como a vida, nos seus pequenos detalhes, nos leva para o caminho que nos pertence – desde que estejamos abertos para isso -: eu fiz engenharia pelo meu pai. Eu não era feliz, mas na última conversa q tive com ele, antes do câncer, ele me disse para ser feliz. Ele ficou doente. E toda a experiência com ele, me levou ao reencontro de mim comigo mesma.

Uma vez, alguém me disse q ele durou o tempo necessário para não sofrer e o suficiente para me transformar. Interessante… tinha que ser com ele. Eu não gostava da engenharia, mas o curso foi fundamental pra me dar estrutura para o que viria depois…

E aí, eu te pergunto: a perfeição existe?

Acho q o conceito de perfeição varia pra cada pessoa. Eu ainda não tenho muito claro o que isso significa pra mim… mas se fosse pra dar uma resposta rápida, eu diria que a perfeição não está em controlar ou prever a vida, mas em abraça-la, em todos os seus altos e baixos, e encontrar satisfação no caminho que a gente decide trilhar, mesmo quando ele não era o que imaginávamos no início.

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