Hoje é o Dia do Sobrevivente do Câncer.
Infelizmente, meu pai não sobreviveu ao câncer, uma perda profunda que me deixou com um vazio imenso e a crença de que o câncer era uma sentença de morte.
Foram necessários alguns anos para eu ressignificar o que essa doença realmente representa e entender seu impacto tanto na vida dos pacientes quanto na de seus familiares e amigos.
Eu aprendi a navegar pela dor, a encontrar força na memória do meu pai e a viver com resiliência (e sorriso no rosto, como na foto). Cada dia sem ele é um lembrete da fragilidade da vida, mas também da capacidade humana de superar adversidades.
O luto me ensinou a valorizar cada momento, a ser grata pela vida e a honrar a memória daqueles que perdemos. E neste dia, celebro não só os sobreviventes do câncer, mas também todos que, como eu, sobrevivem à dor da perda.
Mas… sabe qual é o barato? O luto nunca vai embora. Por isso, é preciso aprender a dançar a dança da vida com ele. No meu caso, o luto me ajudou a construir a Oncolife, a maior clínica digital em oncologia, e a levar informação e direção sobre a doença para as pessoas – coisa que eu não tive – através do podcast Câncer Sem Tabu.
O legado do meu pai vive em mim, me inspirando a continuar lutando, amando e vivendo plenamente.
Ele não sobreviveu ao câncer, mas eu sou uma sobrevivente do luto que ele me deixou.
Essa foto é de 2015 💚