Há alguns anos atrás, logo depois que o meu pai faleceu, eu me perdi, perdi a fé e desacreditei de tudo, inclusive de mim. Até que as forças da minha espiritualidade – e das minhas ancestrais – me empurraram de volta pro eixo.
Eu costumo dizer que, na maioria das vezes, ou você muda, ou a vida te dá um empurrão.. e esse empurrão pode não ser muito agradável. No meu caso, não foi nada agradável. Eu tive que ver a ☠️ de perto pra mudar.
Sou batizada na igreja católica. Tenho catequese e crisma. Segui todos os protocolos católicos possíveis, mas nunca me identifiquei.
Até que, numa jornada espiritual e de autoconhecimento, descobri que tenho uma ligação muito forte com a natureza e com os povos Iorubás por parte do meu pai. Me encontrei no candomblé e sou filha de Xangô da cabeça aos pés. Até rimou. Mudei. Me encontrei e sigo com a minha fé inabalável.
Até aí, você deve tá se perguntando o que isso tem a ver com essa foto.
Acontece que, eu também tenho uma linhagem indígena que corre no meu sangue. A minha avó era filha de indígena e herdou a sabedoria de como nutrir a terra e usa-lá ao nosso favor com respeito e amor. A minha forte conexão com a natureza vem daí.
O Xamanismo apareceu na minha vida há pouco tempo, mas parece que eu sempre tive contato com as práticas – culpa da minha avó, que me ensinou tanto…
Eu cultuo os meus orixás e à mãe natureza. Ambos se completam e nutrem a minha alma.
Hoje, recebi a graça da medicina Sagrada da Floresta conduzida pelos nativos Kariri Xocó. Mais um momento muito especial de fortalecimento da alma, do coração e do corpo físico, que os meus orixás e meus mentores espirituais me permitiram vivenciar.
E, se você me permite te dar um conselho… nutra o seu corpo, a sua mente e seu espírito. Caso contrário, a vida vai te dar um empurrãozinho… e isso pode não ser muito confortável.
Axé / Ahooo