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Um TBT de respeito…

Nayara Mota

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Encontrei essa foto nas minhas pastas de fotos e me emocionei. Então, resolvi postar um #tbt

Eu não me lembro em que ano foi, mas sei que era a tradicional festa junina da minha vó no sítio dela, em Tatuí. Ela fazia todo ano, desde quando eu era criança. Não me lembro uma única vez em que ela não tenha feito. Era tradição. E todo mundo aguardava a festança que acontecia. Depois que ela faleceu, em 2020, infelizmente, não fizemos mais. Acho que perdeu o sentido…

Eu adorava. Os meus amigos também. E tinham aqueles que não perdiam uma, como a Jú, Tati, Carol e o Yeh. A Mayara sempre estava presente tbm, mas ela não tá na foto. Eles são meus amigos desde criança. Mais de 20 anos de amizade e que eu cultivo até hoje 😱

Bom, a minha mãe e o meu pai tbm estão na foto. Esse era o meu pai antes do câncer. Vcs conhecem muito mais ele com a doença do que sem ela. Hoje, resolvi falar dele antes dela.

Pela carinha dele, dá pra ver que ele adorava uma farra, né?! Sim… como bom sagitariano, ele amava. Ele vivia assim: sempre sorrindo, com uma piada na ponta da língua e tomando uma cachacinha. Meus pais gostavam de estar comigo e com os meus amigos, e vice-versa. Acho que isso foi uma das coisas que mais me aproximava do meu pai, principalmente. E, talvez, uma das coisas que fizeram eu e os meus amigos sermos quase… uma família.

Quando o câncer entra na nossa vida, tudo muda. A minha vida mudou. A Nayara da foto não existe mais, mas ela foi fundamental pra eu ser quem sou hoje. Mudou a vida da minha mãe e, tenho quase certeza de que também mexeu com a vida dos meus amigos. Até pq, eles sempre estiveram do meu lado. O tempo todo.

O câncer é o tipo de doença que não abala apenas a vida do paciente, mas de quem está ao redor tbm.

Mas, sabe uma coisa que não mudou? O sorriso do meu pai. Mesmo doente, ele sorria. Ele sorria como se ele soubesse que tudo ia ficar bem. Ele sempre viu a vida assim, de forma leve e divertida, como se fosse um parque de diversão, mesmo quando tudo estava desmoronando.

Eu adoro essa expressão. A primeira vez que eu ouvi foi de uma amiga que me disse que eu vejo e vivo a vida como se fosse um parque de diversão.

Bom, eu tive a quem puxar…

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